Pastorais

Lidando com as emoções

01/09/2019

“Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal e de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia” (Lc 23.8-9).

 

Muitas pessoas são extremamente emotivas e, algumas vezes chegam a colocar de lado a razão agindo guiadas exclusivamente pelo coração/sentimento/emoção do momento.

 

Tal comportamento não é regra mas costuma trazer alguns problemas. Dentre eles se encontram a instabilidade e a falta de perseverança. A inconstância gerada pelos picos emocionais é ruim para todas as áreas da nossa vida. Mas, em se tratando de questões de fé e da nossa comunhão diária com Deus, viver uma fé emotiva é muito prejudicial. Não quero falar das relações entre fé, ciência, razão, sentimentos nesse momento. Mas, desejo apenas alertar para a qualidade e para o tipo de relacionamento que cultivamos para com a pessoa de Jesus.

 

O texto bíblico fala do comportamento emotivo de Herodes ao se encontrar com Jesus. Ele teve um momento de extrema euforia. Mas, quando não viu milagres, quando Jesus não respondeu suas perguntas, acabou por desprezá-lo. A continuação do texto bíblico diz: “Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-o com desprezo”.

 

Muitas pessoas vivem momentos de extrema alegria na sua caminhada com Jesus. Porém, quando não vêem sinais, quando as respostas esperadas não chegam, acabam por desprezá-lO. São pessoas que vivem um estilo de “fé passional” que não suportam ser contrariadas. Trata-se de uma fé fragilizada que não tem base firme para perseverar durante o silêncio divino.

 

Minha oração em seu favor nesse dia é que você cultive uma alegre, constante e madura relação de fé com Jesus. Que você tenha uma relação de fé que vá além de interesses por sinais milagrosos e que ultrapasse meros momentos de empolgação.

 

Deus abençoe a todos (as).

Pr. Genildison da Silva Ribeiro.

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