Pastorais

Aprendendo a Confessar

31/03/2019

“Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio”. (Salmos 32.3-4)


O filósofo Sêneca escreveu: “quem pecou já puniu a si mesmo”. O pecado tem um poder destruidor na vida humana. Ele, nas palavras de Davi, produz um estado de assolação. “Estar assolado” é o significado da expressão bíblica “sequidão de estio”. Uma outra possível interpretação para essa expressão hebraica é “viver uma estação sem frutos”.

 

O pecado nos torna uma pessoa infrutífera. Essa esterilidade existencial que o pecado gera em nossas vidas, não se limita as questões espirituais, mas perpassa todas as áreas do nosso viver.

 

Quanto mais assumimos a rotina do pecado, menos conseguimos apresentar resultados satisfatórios. E, as pessoas que mais percebem isso, são aquelas que têm uma maior proximidade conosco.

 

Davi ressalta que diante de uma atitude pecaminosa o silêncio do orgulho, a inércia da vaidade pessoal ou a equívoca esperança que as coisas irão se resolver por si só é um erro que só potencializa os efeitos do pecado. É preciso confessar.


É preciso ter atitudes reparadoras e disposição para romper com a história de erros. Por isso ele continua dizendo: “confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado”.


Minha oração em seu favor nesse dia é que você não fique em silêncio diante de Deus; confesse as suas limitações e falhas. Não fique em silêncio diante dos erros cometidos para com as pessoas; confesse e busque construir uma história de melhoria e acertos pessoais. Oro também para que haja disposição de perdoar e haja palavras de acolhimento, pois diante de um pedido de perdão alheio, o “silêncio” traz tantos ou mais malefícios como o silêncio da não confissão.


Um dia marcado pela capacidade de pedir e liberar perdão, afinal de contas todos nós precisamos falar e viver mais a dimensão bíblica do perdão.


Com carinho,

João Batista Nunes de Medeiros

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