Pastorais

DEUS SALVA O PERDIDO

12/01/2020

“Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.” (Lucas 15.31)

Lucas conta uma das mais conhecidas mensagens de Jesus. Essa parábola mostra o Deus que busca os perdidos. Para entendermos a parábola, temos que olhar o cenário no qual a nossa história foi contada. Quando Jesus pregava, os publicanos e pecadores eram atraídos por suas maravilhosas mensagens. Publicanos eram judeus que trabalhavam para o Império Romano, tendo a responsabilidade de fazer a cobrança dos impostos dos judeus e os extorquiam, para enriquecer rapidamente. Estes eram tratados pelos religiosos como gente da pior estirpe, eram os excluídos. Pecadores eram pessoas com uma vida marcada pela imoralidade, considerados párias pelos religiosos judeus. Quando Jesus prega a mensagem da Graça e os pecadores excluídos se aproximam, os fariseus e escribas do judaísmo lançam mão da calúnia mordaz, contra o Rabi da Galiléia, por receber os pecadores e comer com eles.


É nesse contexto que Jesus contou sua parábola, que é composta de quatro histórias: a da ovelha perdida, a da dracma perdida, a do filho perdulário e a do filho mais velho que mora na casa do pai. Estas ilustrações revelam como Deus trata os perdidos. Dirijamos nosso olhar sobre o filho que está perdido, ainda que more na casa do pai. O texto em Lucas 15.31 nos revela que os legalistas só podem ser salvos pela graça do Senhor! O mesmo Pai que sai correndo para abraçar o filho pródigo, é o mesmo que sai de casa para reconciliar-se com o mais velho.


O mesmo Jesus que deixou a glória para salvar os desgarrados é o mesmo que morreu na cruz para salvar os religiosos. Há esperança para os legalistas e esta reside na Graça de Jesus! Eles podem ser perdoados! Há lugar de arrependimento para eles, pois Cristo Jesus veio buscar e salvar o perdido, inclusive o perdido que se perde na religiosidade, que se perde na casa de seu próprio Pai. Quando se arrependem, são ensinados pelo Pai, não precisam fazer nada para conquistar as bênçãos do Senhor, pois “tudo que é meu é teu”. Podem servir por amor e gratidão. O serviço do Senhor será marcado pela alegria, pois, o que fazem para Deus não tem mais o objetivo de justificação pessoal, mas deve expressar um amor maravilhoso que brota do fundo do coração!


Deus abençoe a todos (as).
Pr. Genildison da Silva Ribeiro.

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