Pastorais

Gratidão

25/11/2018

O que darei ao Senhor por todos os benefícios para comigo? (Sl 116. 12)


O nosso salmista é anônimo. Não sabemos seu nome, seu endereço, nem mesmo sua posição social. Mas, apesar disso, sua experiência com Deus e a forma como ele a expressa, marcou profundamente a história do povo de Deus.


O Salmo é um hino de gratidão a Deus. O grito do salmista para todos ouvirem é: “Foi Deus quem fez tudo isso por mim!” Que darei a Ele agora?


Gratidão é o movimento do coração na direção daquele que nos deu o benefício. Não há a possibilidade da existência ou da expressão da gratidão sem o recebimento do benefício. A gratidão só existe diante do reconhecimento do socorro. “Laços de morte me cercaram e angústias do inferno se apoderaram de mim, cai em tribulação e tristeza. Então invoquei o Senhor...”.


A gratidão ou a sua expressão é o jeito de devolvermos àquele que nos ajudou o favor recebido. Mas surge o dilema: Que darei ao Senhor? O que podemos dar a Deus? Ele é Senhor de tudo; Ele é o dono do ouro e da prata, do mundo e de tudo o que nele habita. Como podemos então, expressarmos a Deus a nossa gratidão?


Felizmente o salmista traz a resposta para sua própria pergunta: ele vai amar a Deus e invocá-lo enquanto viver, ele vai reconhecê-lo em todos os seus caminhos. A verdadeira gratidão não é expressa com bens, mas com o coração. O salmista entende que a única coisa que ele pode dar a Deus é a devoção/amor, pois este é o único bem do qual Deus não é dono. Devoção e amor só nascem no reconhecimento e no campo da gratidão. Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro! Porque Ele nos deu vida quando estávamos mortos nos nossos delitos e pecados. Somente quem é capaz de reconhecer tamanho benefício e graça é capaz de ser grato a Deus e amá-lo acima de todas as coisas.


Que Deus nos abençoe.


Pr. Genildison da Silva Ribeiro.

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