Pastorais

A igreja que precisamos ser

23/06/2019

O apóstolo Paulo, o maior bandeirante do Cristianismo, escrevendo sua primeira epístola aos Coríntios, destaca três características da igreja. Depois de alertar para o fato de divisões internas na igreja (cap. 1-4), problemas morais (cap. 5), contendas entre os crentes (cap. 6), problemas familiares (cap. 7), falta de compreensão sobre os limites da liberdade cristã (cap. 8-10),  incompreensão e indisciplina na celebração da ceia (cap. 11), o apóstolo passa a tratar sobre dons espirituais e a maneira como os membros devem tratar uns aos outros (cap. 12). Destacamos três verdades solenes:

 

Em primeiro lugar, a unidade da igreja (1Co 12.12,13). O corpo é um, mas tem muitos membros. Os membros embora muitos e diferentes fazem parte de um só corpo. Os membros de um corpo cooperam uns com os outros em vez de se guerrearem. Os membros protegem uns aos outros em vez de ferirem. Todos trabalham para o corpo, vivem para servir-lo. Cada membro tem seu valor e cada um é indispensável para o bom funcionamento do corpo. Todos nós, diferentes membros do corpo, sejam judeus ou gentios, ricos ou pobres, doutores ou analfabetos, homens ou mulheres, jovens ou anciãos, fomos batizados pelo mesmo Espírito no mesmo corpo. Somos uma unidade. Somos um só corpo, uma só família, um só rebanho, uma só igreja.

 

Em segundo lugar, a diversidade da igreja (1Co 12.14-24). Depois de tratar da unidade do corpo, Paulo passa a falar sobre a diversidade dos membros. No corpo os membros são diversos, mas não descartáveis. Têm funções diferentes, mas nenhum membro é auto-suficiente. Embora diferentes não vivem para si, vivem para servir uns aos outros e trabalhar para o bem do corpo. Nessa diversidade, dois perigos devem ser evitados: Primeiro, o complexo de inferioridade (1Co 12.15-17). “O pé não pode dizer à mão: porque não sou mão, não sou do corpo”. Os membros do corpo não disputam preeminência, pois foi Deus quem dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve (1Co 12.18). Já imaginou um corpo com um só membro? Não seria um corpo! (1Co 12.19). Paulo conclui dizendo: “O certo é que há muitos membros, mas um só corpo” (1Co 12.20). O  segundo perigo: o complexo de superioridade (1Co 12.21-24). O apóstolo Paulo argumenta: “Não podem os olhos dizer à mão: não precisamos de ti; nem ainda a cabeça dos pés: não preciso de vós” (1Co 12.21). Os membros do corpo que parecem
mais fracos são necessários e também revestidos de mais honra. É assim que Deus os dispôs, para que não houvesse sentimento de auto desprezo nem atitude de arrogância. A igreja não é uma feira de vaidades nem uma passarela onde cada um se exibe. A igreja é um corpo, onde os membros são diferentes e cada deles de máxima utilidade e importância.

 

Em terceiro lugar, a mutualidade da igreja (1Co 12.25,26). Nossas diferenças como membros do corpo não devem estimular a divisão da igreja, mas a mútua cooperação. Devemos cooperar, e não de lutar uns contra os outros. Devemos nos proteger em vez de nos ferirmos. A dor de um membro deve ser a dor dos outros membros. Ao mesmo tempo, as alegrias de um devem ser a celebração de outros. Paulo é enfático, quando diz: “De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1Co 12.26). Que honremos a Jesus, o cabeça da igreja, observando seus preceitos e cuidando uns dos outros, para que a igreja cresça e se fortaleça para a glória de Deus.

 

Deus abençoe a todos (as).
Pr. Genildison da Silva Ribeiro

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