Pastorais

Por que estás abatida, oh, minha alma?

26/05/2019

“Por que estás abatida, ó, minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu”. Salmos 42.5

 

- Bom dia! Sarah Chaney, especialista do Centro para a História das Emoções, no Reino Unido, deu uma entrevista a rádio BBC e falou sobre as emoções que eram nomeadas no passado; mas, que hoje em dia não são mais catalogadas. Entre as várias emoções descritas por ela, nessa entrevista, uma chamou muito a minha atenção: “Acédia”.


De acordo com a sua descrição, a ACÉDIA “era uma emoção sentida por homens muito específicos na Idade Média: monges que viviam em monastérios. Esta emoção surgia, em geral, devido a uma crise espiritual.


Quem era acometido pela acédia sentia inquietação, desânimo, apatia e, sobretudo, um forte desejo de abandonar a vida santa. “É possível que, hoje em dia, isso seja catalogado como depressão", explica Chaney. "Mas a acédia estava especificamente associada a uma crise espiritual e a vida no monastério.”


Embora possa ser um anacronismo, eu acredito que muitas pessoas dentro de nossas comunidades cristãs, nesses últimos tempos, têm experimentado um tipo moderno de “acédia”.


Algo que apresenta sintomas parecidos com a depressão, mas que tem maior ligação com questões espirituais. Pessoas que estão bem em outras áreas, animadas, mas que estão prestes a deixar “a vida santa”.

Repensando se devem ou não continuar trabalhando em suas comunidades eclesiológicas. Se devem ou não manter alguns valores espirituais.


Qualquer crise, independente da causa e da intensidade, é sempre muito difícil de ser superada. Minha oração em seu favor nesse dia é que você consiga esperar em Deus. Ou seja, você entenda que as coisas nem sempre acontecem no momento que desejamos.


A vida de santidade na presença de Deus ainda é a melhor escolha. Faça de Deus o seu auxílio; busque forças para seguir adiante. E não abandone o lugar de intimidade que Deus escolheu para você. Pois este é um di marcado pelo renovar de suas forças espirituais, emocionais e físicas.


Com carinho pastoral,

João Batista Nunes de Medeiros.

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