Pastorais

“À Sombra de Tuas Asas”

17/11/2019

Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas. (Sl 36.7)

 

O Salmo 36 foi escrito por Davi. O poeta-mor de Israel faz um contraste entre os ímpios e os que conhecem a Deus.

 

A seguir, Davi faz uma descrição eloqüente dos atributos de Deus (v.1-4); encanta-se com a benignidade de Deus (v. 5); com a fidelidade de Deus (v. 5); com a justiça de Deus (v. 6) e com os juízos de Deus (v. 6). Destacaremos esses quatro pontos importantes:

1. A benignidade de Deus chega até aos céus (v. 5).

Deus é benigno. Ele sempre trabalha para o nosso bem. Ele não nos trata conforme os nossos pecados, mas consoante à sua muita benignidade. Assim como Ele mesmo é elevado, que é, também, preciosa (v. 7). Por esta razão, os filhos dos homens podem correr para debaixo de suas asas na hora da tempestade.

 

2. A fidelidade de Deus chega até às nuvens (v. 5b).

Deus é fiel a si mesmo, às suas promessas e ao seu povo. Sua palavra não pode falhar. Nenhuma de suas promessas jamais caiu por terra. O que Ele promete, Ele cumpre. O que Ele faz, ninguém pode desfazer. Nossa salvação está firmada na fidelidade de Deus. Nossa segurança está ancorada em quem Deus é, no que Ele fez e no que Ele promete em sua palavra. Deus é absolutamente confiável. Sua reputação jamais foi abalada. Seu caráter jamais sofreu variação. Ele é o mesmo, para sempre, o mesmo benigno e fiel.

 

3. A justiça de Deus é como as montanhas (v. 6).

As montanhas são um símbolo daquilo que é estável e não pode ser abalado pelo braço da carne. Deus é justo, inabalavelmente justo. Sua justiça é imperturbavelmente sólida. Ninguém pode arrancá-la ou transportá-la. Deus é justo em seu ser, em seus decretos e em suas obras. Podemos encontrar abrigo debaixo de suas asas, porque a tempestade que deveria cair sobre nós, caiu sobre seu Filho e Deus satisfez toda a sua justiça Nele para nos fazer beber de suas delícias para sempre.

 

4. Os juízos de Deus são como um abismo profundo (v. 6b).

Os abismos profundos são um emblema daquilo que o homem não pode descortinar nem entender. Por mais peregrina que seja a inteligência humana e por mais robusto que seja o seu conhecimento, nenhum homem jamais conseguiu penetrar nas profundezas dos juízos divinos. Deus é infinitamente maior do que o homem pode compreender. Seus juízos são inescrutáveis. Seus pensamentos são assaz profundos. Mas, conhecer a Deus é viver sob a sombra de suas asas, é fartar-se da abundância de sua casa, é beber das torrentes de suas delícias e abastecer-se do manancial da vida.

 

Deus abençoe a todos (as).

Pr. Genildison da Silva Ribeiro.

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