Pastorais

Prioridades do Pai

13/10/2019

(Lucas 15.20-23)

 

Nem sempre o que é prioridade para nós é prioridade para outras pessoas. A urgência de uma situação tem relação direta com quem está envolvido por ela. Um problema pode não parecer tão grave, até que suas consequências comecem a nos afetar diretamente. Quando passamos a conhecer as prioridades de uma pessoa, podemos afirmar que sabemos uma porção significativa sobre os seus valores e o seu caráter.

 

Jesus, nessa parábola do filho pródigo, deixa transparecer muito da essência de Deus, através das ações do pai amoroso e acolhedor. Entre esses lampejos do caráter divino, eu quero destacar o que parece ser prioridade na agenda divina: enquanto o filho tinha preparado um discurso explicativo, alinhado a argumentos que convencessem o pai a lhe aceitar na condição de servo, o pai priorizou o abraço e estabeleceu como urgência a restauração da dignidade do filho e não perdeu tempo fazendo contas do prejuízo que o filho havia trazido sobre os bens da família. O pai não colocou como prioridade saber porque o filho tinha sido tão ingrato. O pai não lançou em rosto as horas de sono perdidas por preocupação, ou a quantidade de lágrimas derramadas pela dor que a ausência do filho deixou em seu peito. O pai tinha pressa em ver o filho novamente com vestes limpas e com tudo que expressava aliança e dignidade. Era mais urgente celebrar o reencontro do que ficar remoendo problemas e dores do passado.

 

Muitas pessoas não conseguem viver a plenitude da alegria do reencontro, porque não conseguem priorizar o investimento na restauração e na dignidade de um relacionamento; não estão dispostas a sacrificarem o novilho cevado. Ou seja, não conseguem colocar o que tem de melhor nas celebrações dos reencontros que a vida proporciona. Minha oração em seu favor nesse dia é que você coloque como prioridade cultivar uma relação plena e celebrativa com Deus. Tenha consciência que para Deus é mais importante celebrar a sua volta do que saber por onde você andou. Ele está mais interessado em investir na sua restauração, do que fazer você sentir-se uma pessoa culpada. Oro também para que você invista mais nos reencontros, mais tempo no processo de restauração da comunhão, do que em elaborar desculpas ou mesmo acusações.

 

Deus abençoe a todos (as).

Pr. Genildison da Silva Ribeiro.

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