Pastorais

QUEM SOU EU?

07/03/2021

Você já se fez aquela grande pergunta filosófica “quem sou eu”? Em tempos de tanta confusão ideológica, de tanta influência digital, responder a esta pergunta tem se tornado cada vez mais difícil. Mas, saiba que responder a esta pergunta se faz cada vez mais necessário. Ter bem claro em nossa mente quem nós somos é de fundamental importância para compreendermos temas a respeito da dignidade da vida humana, e nos ajuda a nos posicionarmos diante de questões que minimizam esta dignidade, tais como suicídio, aborto, igualdade entre homem e mulher, respeito às autoridades, questões sobre gênero etc.


Para respondermos a esta pergunta, precisamos voltar ao começo de tudo e recobrarmos uma verdade essencial a respeito da nossa existência. Você e eu, o homem de maneira geral, fomos criados por Deus. Diferentes de Deus, não temos existência autônoma ou independente. Pelo contrário, somos criaturas dEle. E, toda realidade criada é totalmente dependente de seu criador. Por causa da nossa condição de caídos, pecadores, nós somos relutantes em aceitar a realidade de que somos criaturas de Deus, o privilégio de termos sido criados à sua imagem em semelhança, e que existimos em referência a Ele, Deus. Então, muitas vezes caímos nessa confusão de buscarmos referências alheias à realidade do nosso ser para tentar responder à pergunta “quem sou eu”. Nessa confusão: passamos a definir quem nós somos em função do que os outros pensam. E, em vez de atendermos a nossa própria expectativa sobre nós mesmos, buscamos à todo custo atender a expectativa dos outros. Dedicamos nossa existência para ser aquilo que os outros esperam que sejamos, “andamos segundo o curso deste mundo” (Ef 2.2). O grande problema é que nunca satisfaremos às expectativas dos outros, ou os padrões voláteis do mundo. Nunca satisfaremos nossas expectativas caídas a respeito de nós mesmo. Tomar essas referências é trilhar o caminho da idolatria, do outro, ou de mim mesmo.


Deus é a única referência que pode produzir no homem vida autêntica e verdadeiro autoconhecimento. É o conhecimento de Deus que nos conscientiza de nossa revolta contra nós mesmos, de nossa idolatria, de nosso pecado contra Ele. E é o conhecimento de Deus que reconduz o “homem revoltado” ao verdadeiro conhecimento da revelação divina. Como disse Paulo a respeito do homem salvo: “Pois somos feituras dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Entender que somos criaturas de Deus, redimidos por Ele, em Cristo, e, sustentados por sua providência – verdades reveladas pelo próprio Deus – nos ajuda a entender não só quem nós somos, mas também qual o propósito de nossa existência aqui neste mundo. Não somos de nós mesmo, como se existíssemos apenas para realizar os nossos sonhos, satisfazer nossa vontade, atender aos nossos prazeres. Não somos produtos da natureza, parte de uma estrutura social, que não tem relevância individua e que podemos facilmente ser descartados.


Somos de Deus, sustentados por Ele, para fazer a vontade Dele! Esta é nossa missão no mundo! Lembre-se, não nascemos da natureza, nem da nossa própria vontade, nem da vontade dos homens, mas de Deus (cf. Jo 1.13). Somos de Deus!


Deus abençoe a todos (as).
Pr. Genildison da Silva Ribeiro.