Pastorais

SALVA-ME SENHOR!

20/06/2021

A mais breve oração feita pelo apóstolo Pedro, registrada na Bíblia, foi: “Salva-me, Senhor!” (Mt 14.30). Seu pedido ocorreu no epicentro de uma grande tempestade e imediatamente após demonstrar a mais robusta fé em Jesus. Já passava das três horas da madrugada e os discípulos estavam num barco frágil, no mar da Galileia, varridos de um lado para o outro lado, ao sabor dos vagalhões em fúria. Jesus vem ao encontro deles andando sobre as águas. Eles, tomados de grande medo, gritam em coro: “É um fantasma!”. Jesus, então, acalma-os, dizendo: “Tende bom ânimo. Sou eu. Não tenham medo”. Pedro, impulsivo como sempre, mas, movido pela fé, diz ao Senhor: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas”. Jesus respondeulhe: “Vem”. E Pedro, sem titubear saltou do barco e passou a andar sobre o mar. De repente, reparando na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: “Salva-me, Senhor!”. Esse pedido veemente, enseja-nos algumas lições:

 

Em primeiro lugar, nós podemos orar ao Senhor em qualquer lugar e em qualquer situação. Era de madrugada. O mar da Galileia estava agitado. Pedro estava naufragando. E foi nesse lugar e sob essas circunstâncias que Pedro orou. Ele não estava no templo nem mesmo numa sinagoga. Ele não estava num culto público nem mesmo fazendo uma devocional. Ele orou na hora de seu maior aperto, com seu peito encharcado de medo, quando estava sendo engolido pelas ondas revoltas do mar da Galileia. Podemos orar em qualquer lugar, em qualquer tempo. Podemos orar no templo, em casa, no trabalho, no hospital. Podemos orar nas horas festivas da vida ou quando sentimos o bafo da morte.

 

Em segundo lugar, nós podemos fazer a oração mais profunda com poucas palavras. Esta oração de Pedro é uma das mais curtas da Bíblia. Foi feita com senso de urgência e por uma necessidade vital. Neemias orou da mesma forma na presença do rei Artaxerxes (Ne 2.4). Jesus foi categórico ao ensinar: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidades, antes que lho peçais” (Mt 6.7,8).

 

Em terceiro lugar, nós podemos em poucas palavras fazer uma oração assaz abrangente. A oração de Pedro: “Salva-me, Senhor!” foi abrangente. Para um homem que estava afundando, o pedido foi pessoal e específico.

 

Em quarto lugar, nós podemos fazer a oração mais breve com o maior senso de urgência. Pedro não escolheu palavras bonitas para orar nem ensaiou um discurso cheio de figuras retóricas como fez o fariseu, que entrou no templo para orar de si para si. Seu clamor foi direto, pessoal e com senso de urgência. Ele estava sendo tragado pelas ondas do mar. A oração de Pedro nos ensina a sermos específicos e urgentes em nossa oração.

 

Em quinto lugar, nós podemos confiar que nossa oração, embora breve, será prontamente atendida pelo Senhor. Pedro orou e Jesus prontamente respondeu. Pedro gritou por socorro e Jesus na mesma hora estendeu-lhe a mão. Pedro estava perecendo e Jesus imediatamente o salvou. Pedro estava sendo engolido pelo mar revolto e na mesma hora Jesus o colocou salvo e seguro no barco. Se o mar de sua vida está encapelado, clame a Jesus! Se a morte parece encurralar você, ore: “Salva-me, Senhor!”.

 

Rev. Hernandes Dias Lopes.